Sobre autenticidade, redes e o que me faz continuar

Tenho pensado bastante sobre o que anda acontecendo com as estratégias de comunicação — especialmente no campo do marketing digital. Eu, que gosto de tecnologia e não acho que redes sociais sejam sempre tóxicas, passo algum tempo online. Não muito, mas passo. Minha relação com elas é saudável: tem dia que fico completamente off, sem culpa. Nada é tão urgente assim. Há muitas pessoas criando conteúdo interessante, e gosto de acompanhar algumas.Quando estou nas redes, faço questão de aprender. Sempre tem algo a observar — seja como referência ou como um lembrete do que não tem nada a ver comigo. Me interesso por jeitos diversos de comunicar, mas confesso que tenho uma queda por comunicações leves e menos performáticas. A minha saúde mental agradece.

Mas algo me chama atenção: com certa frequência, vejo profissionais da área usando exemplos de outras pessoas para explicar o que “funciona” e o que “não funciona” na internet. Isso me faz pensar. Comunicação, para mim, é uma questão de identidade. Não adianta alguém me sugerir pautas ou formatos se isso bloqueia o meu processo criativo.

Demorei mais de oito anos para criar meu Instagram profissional. Desde então, venho testando possibilidades e me sinto satisfeita por respeitar o meu tempo e minha forma de existir ali. Às vezes algo não sai tão bem quanto estava na minha cabeça. Tudo bem. Pode dar certo em outro momento. Ficar obcecada com números é uma armadilha, mas sei que as pessoas seguem páginas que fazem sentido para elas. E esse pode ser, sim, um sinal de que algo está funcionando.

No meu caso, parte do que compartilho nasce das vivências do que acontece aqui fora — e isso faz sentido para mim. Dividir o que faço tem me trazido bons retornos. E sim, é possível comunicar com autenticidade mesmo quando as trends tomam conta ( algumas trends me fazem dar boas risadas). Quando seu trabalho alcança mais pessoas, as possibilidades aumentam. E talvez, só talvez, mais gente conhecendo o seu trabalho aumente também a chance do velho e potente boca a boca.

Sugestão de leitura pra gente cada vez mais  valorizar a nossa própria história( o texto está em inglês, mas na barra superior direita, você consegue traduzir)

Beijo, depois eu volto!

Bia Albino

 

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